Nesta edição

Hoje tem uma aluna que fechou a primeira cliente de CRM da vida e, no meio do nosso call, quis fugir (mas eu não deixei)

Tem também como eu estou decidindo o que entra e o que fica de fora do último trimestre do ano, e um aulão gratuito de Black Friday na quinta.

No fim eu conto de onde estou escrevendo.

PS: se você conhece alguém que acabou de pegar a primeira conta, encaminha essa edição. Vai ajudar.

Meme da Semana

Faltam 53 dias pra Black Friday. Quinta tem aulão pra ninguém chegar lá sem plano (o link tá mais abaixo).

Diário de Campo

"Acho que eu não vou dar conta."

Hoje eu fiz um call com uma aluna do CRM Uni. Ela acabou de fechar a primeira cliente de CRM, e a ideia era alinhar o começo da conta pra transformar isso num case.

O contexto, sem expor ninguém: a cliente é infoprodutora, vende bem e faz TUDO sozinha. Foi atrás de alguém pra responder WhatsApp, dar suporte de acesso e recuperar carrinho.

Minha aluna olhou pra operação e viu o que a cliente ainda não tinha visto: faltava estrutura. Tinha CRM contratado, e bom, mas o funil nunca foi desenhado e os leads ficavam todos no mesmo lugar.

Diagnóstico certo, feito por ela, antes de falar comigo. Guarda isso.

Aí ela abriu a conta. Automações configuradas por alguém que já não trabalha mais lá, sem documentação, e uma cliente que não sabe dizer o que cada uma faz. No meio do call ela parou e falou:

"Menina, eu tô achando que eu não vou dar conta de fazer isso, não."

Mais pra frente, confessou que queria fugir da cliente.

Talvez você esteja pensando: "então ela não estava pronta". Mas eu te garanto que estava. Ali na hora ela desenhou de cabeça a jornada que queria montar: comprou hoje, amanhã recebe uma mensagem conferindo se deu certo o acesso, com 15 dias vem a oferta do próximo produto. Pensar a jornada é a parte difícil do nosso trabalho, e essa ela já tem.

O que derruba é que o primeiro mês de uma conta é uma PORRADA. É muita frente aberta, muita coisinha pra olhar, e o mercado ensina ferramenta, entrega certificado e solta a pessoa na primeira conta sem ninguém pra validar uma decisão.

Então a gente fez o que eu faço em toda conta nova. Por partes.

1. Pegar acesso ainda não é onboarding.

Onboarding é sentar com a cliente e deixar ela falar. Eu tenho um roteiro (um pra cliente recorrente, outro mais curto pra implementação) que passa por posicionamento, argumentos de venda, metas e números, entradas de lead e canais.

Minha experiência: mandar o formulário e esperar o cliente preencher nunca funciona direito. Entra no call, faz pergunta por pergunta, deixa falar por duas horas, grava e compila com IA. Você sai com o mapa do negócio e com os problemas que a cliente JÁ enxerga.

2. Entrega valor primeiro onde o cliente vê problema.

Você vai mapear um monte de coisa que ela não viu. Ótimo, anota. Mas começo de conta é hora de resolver rápido o que dói pra ela.

E tira uma foto dos números na entrada, viu? É ela que mostra a evolução lá na frente, quando o ganho parecer pequeno.

3. Integração é o que eu confiro em QUALQUER conta.

A gente abriu junto. Um único webhook mandando todos os eventos da Hotmart, de todos os produtos, pro mesmo fluxo. Funciona, ok? Mas sem o produto mapeado você não sabe quem comprou o quê.

(Eu prefiro uma integração por evento, porque o que chega numa compra aprovada é diferente do que chega num abandono de carrinho. Mas não tem problema fazer do outro jeito, desde que esteja validado.)

Testo todas as jornadas e sempre faço um cliente oculto pra ver o que acontece de verdade.

4. Uma iniciativa por vez.

É impossível olhar pra tudo. Numa cliente que a gente fechou na DTM semana passada, saí do onboarding com uma lista enorme e alinhei só TRÊS prioridades pro mês: revisar os fluxos transacionais, criar o grupo VIP e preparar as comunicações de Black. Tinha janelinha de cashback aberta, tinha pop-up faltando. Ficou tudo anotado, esperando a vez.

Saímos do call com um plano. Ela faz o onboarding com a cliente essa semana. Eu faço a auditoria da conta e gravo o processo inteiro pra ela. Na semana que vem a gente implementa o primeiro funil lado a lado, e dali pra frente ela replica.

O que faltava ali era ter alguém do lado no primeiro mês. Ninguém no CRM Uni fica sozinho.

Ela desligou dizendo que estava indo "sem a cara e sem a coragem". Vai com a cara e com a coragem. É assim que as coisas começam.

PS: esse caso vai virar aula pros alunos do CRM Uni, "Acabei de começar numa conta. E agora?", e ela vem junto contar os aprendizados. Aviso a data por lá.

Por Dentro da Operação

O que fica de fora do último trimestre?

Faltam três meses pro ano acabar e a lista do que você queria fazer em 2026 continua do mesmo tamanho. Como decidir o que entra?

Confesso que eu comecei errando. Meu primeiro rascunho de outubro tinha aulão, abertura de turma, oficina nova, funil novo e ainda o lançamento de um produto que eu estou construindo. (Num time de cinco pessoas, ok? CINCO.)

O que ficou de pé depois de cortar:

Uma ação principal por semana. Cada semana de outubro tem um foco e uma meta ligada a ele. Essa semana é o aulão de Black. Se aparecer ideia boa no meio, ela vai pra fila.

Data que não se mexe vem primeiro. A Black Friday é dia 27/11 e não negocia. Eu planejo de trás pra frente a partir dela, e o resto se encaixa.

O que ficou torto o ano inteiro não vai ser consertado agora. Falei isso pra aluna do Diário de Campo e vale pra mim. Quem entra em outubro numa conta entra jogando a Black. O processo torto que sobreviveu até aqui aguenta mais dois meses.

Produto novo ganhou uma semana só dele. Em vez de lançar espremido, tirei do calendário de outubro, reservei uma semana inteira pra construir e a abertura ficou pra novembro.

O critério que eu usei: se não tem data nem meta pra essa semana, fica de fora.

E tá tudo bem cortar. Dói, mas a outra opção era fazer tudo pela metade.

Organizar operação pra caber o que importa é o que a gente faz na Shift. Dá uma conferida aqui: shiftoperation.com

Conteúdo Gratuito

Aulão: planejamento de Black Friday para CRM

Quinta, 08/10, às 12h. Ao vivo, gratuito e SEM replay.

CRM na Black é muito mais do que disparar oferta. Eu vou abrir como a gente participa da construção da Black: como entrar na conversa de oferta e meta antes de tudo estar decidido, o calendário de trás pra frente a partir do dia 27/11, quem aquecer e quem deixar quieto na base, e como medir retorno e LTV depois.

É pra quem já opera CRM, em marca, agência ou com cliente próprio. E ó: não é aula de ferramenta, o planejamento vale pra qualquer plataforma.

Reflexões de uma Empreendedora

Piedade. A de São Paulo, ok? (Hoje mesmo me perguntaram se era a de Minas.)

Eu me aposentei da vida nômade. Depois de dois anos viajando, agora eu moro aqui, no interior, no lugar onde eu casei.

Já trabalhei do meio do mato outras vezes. A diferença é que agora é a MINHA casa no meio do mato.

Tô animada. E tô no processo, sem conclusão bonita pra te entregar hoje. Tem uma ideia nova sendo estruturada, e em breve eu conto.

Foi curioso passar o dia dizendo pra uma aluna que o primeiro mês é o pior e que ela não ia atravessar sozinha, enquanto eu mesma estou no começo de uma vida diferente. O que eu falei pra ela serve pra mim: vamos por partes.

Se você também está começando alguma coisa em CRM ou na vida (a primeira conta, a primeira proposta, a primeira viagem), a comunidade gratuita é onde a gente troca sobre isso.

Até Semana que vem!
Gabs