Nesta edição

Oi. Antes de mais nada, desculpa. A News não saiu semana passada, nem na outra, e eu não quero deixar isso passar batido como se não tivesse acontecido. Aconteceu. E eu quero te pedir desculpa por isso.

Hoje eu conto o gancho que usei pra abrir a Sprint de Clínicas, que quase deu problema e que me fez pensar bastante sobre o quanto vale incomodar pra chamar atenção. Depois, uma pergunta pra você sobre o seu próprio time em Por Dentro da Operação. E no fim, a volta pro Brasil.

PS: quero estar mais perto de vocês. Por isso te peço para compartilhar com outros colegas e para se inscrever na News.

Meme da Semana

Spoiler do que vem lá embaixo em Reflexões de uma empreendedora (agora, ex nômade).

Diário de Campo

Pra abrir a Sprint de Clínicas, eu mandei um WhatsApp com um Pix. (Você recebeu?)

Não foi sutil. O gancho era forte, teve gente que achou que era golpe e um grupo ficou incomodado. Escreveu, criticou, chamou de clickbait e me perguntou se vale tudo pra vender. E sinceramente foi um clickbait, mesmo. Só que foi um dos disparos que mais performou pra mim nos últimos tempos, e ele foi o responsável por garantir que a gente batesse a meta pra essa primeira turma.

Fiquei pensando nisso a semana inteira. Qual é o limite entre usar um gancho forte e um clickbait? Pra mim a resposta não está no gancho, está em bancar o que ele promete depois que a pessoa clica. Pra quem ficou bravo, respondi direto: isso aqui é o que você vai ter no bolso no fim da sprint. E era. Continuava verdade depois do clique, então o gancho segue honesto, mesmo um pouco rude.

E tá tudo bem eu não ter uma resposta fechada pra isso. Porque o que eu fico pensando não é enganar. A gente nunca manda uma mensagem pra enganar alguém. É outra coisa: o quanto vale incomodar. A gente está num lugar em que a atenção está tão diluída que às vezes um gancho precisa doer um pouco fazer alguém parar e prestar atenção na sua mensagem. Não sei te dizer onde fica esse limite. Só sei que enquanto o incômodo não vira mentira, eu sigo bancando.

Essa é a primeira vez que eu testo um formato de sprint, e o motivo de eu ter puxado tanto pra fechar essa turma é que eu acredito nesse formato. Venho vendo um movimento forte dentro da educação pra aprendizado concentrado, focado num problema só, em vez de curso extenso e genérico. E a sprint entregou isso desde a primeira aula, virou um espaço seguro pra troca, uma coisa difícil de conseguir num grupo grande ou num curso com muitos módulos. Quero estruturar mais produtos assim, e vou trazer os aprendizados pra você aqui conforme for testando.

Por Dentro da Operação

Se você toca um time pequeno, isso aqui é pra você. Somos em 5 pessoas na DTM e a operação fatura bem, e o motivo não é trabalhar mais. É decidir menos vezes a mesma coisa.

A Lila é minha primeira funcionária agente, e ela cuida do planejamento de CRM dos clientes. Isso significa que um trabalho que antes passava pela minha cabeça toda vez, mesmo que fosse repetitivo, agora não passa mais. E o efeito prático pra mim não foi "sobrou tempo". Foi "sobrou cabeça pra decidir o que só eu posso decidir".

Se seu time é pequeno, o gargalo raramente é quantidade de gente. É quanto do seu dia está preso em decisão que já tem padrão. Vale a pergunta pra sua operação: o que você resolve toda semana que já poderia ter uma resposta pronta, seja num agente, num playbook ou só numa regra escrita?

O segundo é o Luan, nosso agente de prospecção na Europa. Ele seleciona os clientes, se conecta com eles no LinkedIn e manda a isca antes de pedir qualquer coisa: um material completo com dicas práticas pra você deixar de ser o gargalo da própria operação. Deixo o link aqui embaixo pra você também, porque o ponto não é só o agente prospectando sozinho, é a lógica por trás. Antes de pedir a atenção de alguém, entrega valor primeiro.

Falando nisso, to pensando em abrir esse assunto com mais profundidade em uma imersão. O que você acha? Topa?

Se você quer entender como a Shift pensa operação inteligente, dá uma olhada em shiftoperation.com.

Conteúdo Gratuito
Você é o gargalo da sua operação?

O material dessa semana é o mesmo que o Luan manda na prospecção: um playbook completo com dicas práticas pra você deixar de ser o gargalo da própria operação. Baixa aqui: shiftoperation.com/go/playbook-pt

Reflexões de uma Empreendedora

Eu voltei pro Brasil, e virou pergunta pra todo mundo: vocês vão ficar de vez?

A resposta é sim. Me aposentei de ser nômade.

E aí vem a segunda pergunta, sempre com uma pontinha de pena na voz: nossa, mas era tão legal, né, você vivia viajando. E era. Foram dois anos de uma fase maravilhosa da minha vida, e eu amei cada parte dela. Se você tiver a oportunidade de viver isso, vai.

Só que eu mudei. E tá tudo bem as pessoas mudarem.

Hoje eu quero um pouco mais de rotina. Quero raiz. Quero ficar perto da minha família e viver momento como o desse sábado, o casamento de um amigo querido, rever gente que eu amo, estar junto de verdade. Isso também fazia falta, e eu só fui perceber o tamanho da falta quando senti de novo.

Acho que essa é a graça da vida. A gente pode se transformar, se reinventar, e vir coisa nova sempre que for a hora.

Se você quer trocar com gente que está todo dia no campo, com caso real e sem promessa vazia, a comunidade gratuita de CRM está com a porta aberta:

Até Semana que vem!
Gabs