Nesta edição: O mercado de CRM está dividido entre quem aperta botão e quem entende o sistema inteiro, e essa semana uma conversa antiga me fez voltar nisso com força. Tem também o vídeo da semana sobre a diferença entre operar e entender, a nova turma do Grupo VIP que abre dia 14/07, o episódio novo do Café com Retenção e um Da Estrada que foi um caos.

(des)Motivacional da Semana

Foi difícil chegar até aqui, mesmo chegando em lugar nenhum.

Brincadeira, claro. Mas guarda essa frase, porque ela descreve bem a carreira de muita gente que trabalha com CRM: dez anos de ferramenta no currículo, certificação em tudo quanto é plataforma, e a sensação de não ter saído do lugar. Saber clicar não é saber o porquê. E o porquê é o que paga melhor.

Diário de Campo: o mercado está dividido entre quem aperta botão e quem entende CRM

Essa semana eu revisitei uma conversa antiga que me marcou. Uma profissional sênior me procurou pra pensar carreira: cinco anos de Marketing Cloud da Salesforce, passagem por consultoria grande, marcas conhecidas, hoje tocando operação de CRM dentro de um grupo de varejo. Gente boa de verdade, dessas que entendem banco de dados, entendem a lógica por trás. Tanto que, tempos depois, ela acabou trabalhando com a gente. Baita profissional.

E foi ela quem colocou em palavras o corte que define esse mercado hoje: existem as pessoas que entendem só da ferramenta, e as pessoas que entendem de CRM como um todo. São dois mundos. E quase ninguém fala sobre isso abertamente.

O ferramenteiro é quem o mercado pede no anúncio: "precisa saber Salesforce, Braze, HubSpot", "precisa dominar a tal plataforma". A pessoa aprende a interface, vira rápida no clique, e fica presa ali. O problema é que ferramenta é a parte fácil. Tem um zilhão de vídeo no YouTube ensinando qualquer plataforma, e agora tem a IA fazendo isso também. O que ninguém te ensina é o que vem antes: por que esse e-mail vai sair, de que jornada ele faz parte, em que ponto do funil ele se encaixa, que dado ele move, o que ele dispara depois. É onde o filho chora e a mãe não vê. Tanto que, no CRM Uni, a gente até tem módulos de ferramenta, mas eles não existem pra ensinar o básico que você acha em qualquer vídeo. Existem pra resolver o problema complexo que aparece no dia a dia, aquele detalhe que trava e que tutorial nenhum cobre.

Quem entende CRM como um todo enxerga o sistema inteiro. E aqui está o detalhe de campo que muda resultado: a maior parte do que parece problema de ferramenta é problema de processo. Eu repito isso pra cliente o tempo todo: você não precisa de um CRM, você precisa de um processo. Organizar leads, entender segmentação, saber com quem falar e por quê. Quando você joga uma ferramenta em cima de um processo que não existe, você não resolve o caos, você automatiza o caos. Conecta ponto A com ponto B sem saber por quê, e no fim sobra um monte de puxadinho desconectado rodando sozinho.

Mas tem uma parte dessa história que eu preciso falar de peito aberto, porque eu vivi e ainda vivo às vezes. Tem um momento em que você olha pra dentro e pensa: ok, eu já entendo, eu sou um bom profissional, e mesmo assim eu não cresço, não consigo cobrar pelo que entrego. E dói mais ainda quando você vê gente menos qualificada que você ganhando muito mais, ocupando o lugar que você sabe que daria conta. Eu já me senti exatamente assim, e seria desonesto dizer que não sinto mais em nenhum dia. Sinto. A virada, pra mim, foi entender que esse travamento não era sobre qualificação. Eu já tinha a qualificação. Era sobre posicionamento. Era sobre como eu me apresentava, o que eu deixava claro que decidia, e não só executava. No dia que eu parei de competir por quem sabia mais e comecei a me posicionar por quem decidia, a conversa mudou. E o quanto eu cobro também.

A decisão de campo, então, raramente é técnica. É de leitura: antes de tocar na plataforma, eu desenho a jornada mínima e pergunto, em cada etapa, por que esse passo existe e o que ele empurra pra frente. Connecting the dots. É isso que separa quem executa de quem entende. E é também o que separa um e-mail que sai bonito de um e-mail que vende.

O recado pra quem trabalha com isso: não seja só ferramenteiro. A ferramenta envelhece, troca, fica horrorosa de usar. A capacidade de ler a operação inteira e conectar os pontos, essa não troca. É ela que vira carreira.

Vídeo da Semana

Nesse vídeo eu apresento a nossa biblioteca de CRM por dentro e te mostro como acessar diversos materiais gratuitos que vão te ajudar a se tornar um profissional melhor. Se o Diário de Campo dessa edição te tocou, é aqui que você vê na prática o tipo de conteúdo que destrava de verdade: não o básico de ferramenta que tem em qualquer lugar, mas o que te tira do operacional e te coloca no lugar de quem decide.

Novidade da Semana

Descubra onde sua carreira em CRM está travada

Se o Diário de Campo te cutucou, esse material é o passo seguinte.

É um diagnóstico gratuito de carreira em CRM. Em dois minutos ele te mostra onde exatamente sua carreira está parada hoje, o que esse gargalo está te custando em vaga, aumento de ticket ou reconhecimento, e qual o próximo passo concreto pra sair dele. Ele olha quatro frentes (fundamento, ferramenta, estratégia e posicionamento) e te devolve o teu mapa, não um diagnóstico genérico.

E marca no calendário: dia 14/07 a gente abre as vagas pra nova turma do CRM Uni. Fazer o diagnóstico antes é a melhor forma de chegar sabendo exatamente o que você precisa destravar, e se essa é a hora.

P.S. Quer entrar antes de todo mundo? Tem um Grupo VIP pra quem quer receber as condições da turma em primeira mão, antes da abertura oficial no dia 14

🎧 No ar: Café com Retenção

Nosso podcast sobre CRM, retenção e os bastidores de quem vive isso na prática. E tem episódio novo, liberado toda sexta! Mas se você ainda não ouviu/viu, corre lá e a marca analisada foi a GUAVA.

Da Estrada

Da Estrada

Escrevo da Nicarágua, ainda por aqui até 11 de julho, antes de seguir pra Costa Rica. E essa semana eu tive uma ideia que, na minha cabeça, era genial: conhecer a ilha de Ometepe, dois vulcões plantados no meio do Lago Cocibolca. Guarda a palavra "genial".

Tinha um passeio prontinho no GetYourGuide. Só que eu olhei o preço e pensei: "por que pagar, se eu sou uma mulher independente, planejadora, dona do meu destino?"

Planejei tudo sozinha. Claro com ajuda do Claudinho. Só que passou um pequeno detalhe: o ônibus de volta pra Granada saía às 16h. E eu tinha planejado pegar a balsa das 16h de volta. Então a agenda do meu passeio dos sonhos ficou mais ou menos assim: três horas pra chegar, cinquenta minutos na ilha, três horas pra voltar. Isso mesmo. Eu viajei seis horas pra ficar cinquenta minutos num lugar.

E o que dá pra fazer numa ilha vulcânica paradisíaca em cinquenta minutos? Eu te conto exatamente o que eu fiz: desci da balsa, conheci um carioca (coincidência, ele tinha acabado de cair de bike e ajudamos ele), comi um milho na pracinha, olhei o vulcão de longe, disse "oi" pra ele mentalmente, e voltei pra fila da balsa (correndo). A MESMA balsa. A que tinha acabado de me deixar ali. Ela nem tinha ido embora. Eu praticamente atravessei um lago inteiro, de ida e volta, pra fazer companhia pra uma balsa e comer um milho. O milho, aliás, estava ótimo. Foi o ponto alto da expedição. Cinco estrelas pro milho.

Foi ridículo? Foi. E eu e o Rafa rimos o caminho todo de volta. Mas eu tenho um lema que me salva nesses dias: aproveitar a situação que me deram, não a que eu planejei, então eu tento sempre tirar o melhor proveito da situação. Cheguamos em Granada, tomamos uma cerveja gelada, achamos um restaurante ótimo, e o dia que era pra ser sobre um lucar lindo virou sobre rir da própria burrice. No domingo eu subi o Mombacho de verdade, do jeito certo, com passeio. Aprendi. Agora eu não erro mais.

Aí, pra fechar a semana com chave de bronze, sentei animada pra ver o Brasil e assisti a Seleção perder pra Noruega, dois a um, correndo atrás o jogo inteiro e descontando quando já não adiantava. Fiquei triste, daquele jeito bobo de quem está longe de casa e sente que o futebol é o pedacinho de Brasil que atravessa o oceano e chega até a Nicarágua. Que semana, hein.

Mas é isso que eu amo nessa vida, até nos dias mais tortos: ela nunca é sobre o plano dar certo, é sobre o que você inventa quando ele não dá. E isso, no fundo, eu não faço sozinha.

Por isso a gente mantém uma comunidade gratuita de CRM, pra trocar, tirar dúvida e crescer junto, do operacional ao estratégico, com quem está no mesmo caminho.

Entra com a gente:

Até a próxima.

Beijo, Gabi

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