Nesta edição

Hoje o Radar de Oportunidades vai ao ar. E antes dele nascer, uma outra versão desse produto morreu. Vou te contar essa história inteira no Diário de Campo, mostrar o checklist real que a gente usou pra colocar o Radar no ar rápido, e fechar com uma reflexão sobre ambição, sacrifício e um jogo que nunca está ganho.

PS: bastidor sincero: estou analisando trazer mais gente pro time. Ainda estou acompanhando os próximos capítulos aqui, mas se você quiser que eu conte como funciona nosso processo de contratação e como a gente decide, responde essa news que eu abro esse quadro numa próxima edição.

Meme da Semana

Semana de lançamento aqui na DTM foi exatamente essa energia. E ó: tá tudo bem. E pior que emendo esse lançamento com outro (mas outra novidade para vocês)… SOCORRO DEUS!

Diário de Campo

Todo santo dia abre vaga de CRM e RevOps. E todo santo dia chega WhatsApp aqui pedindo indicação: "Gabi, abriu uma vaga, me ajuda a fechar", "Gabi, tem alguém pra indicar?".

Se tem tanta vaga e tanta gente, por que ninguém está se encontrando? Deixa eu dissecar essa realidade, porque talvez você esteja vivendo ela agora.

Do lado de quem procura, buscar vaga na nossa área é um trabalho em si. Você abre LinkedIn, Gupy, grupos, dezenas de sites. Acha uma vaga e a descrição pede tudo ao mesmo tempo: dados, comunicação, ferramenta, e-mail, visão de negócio. Aí bate a dúvida: "será que meu perfil faz sentido aqui?" E como o mercado não padronizou essa profissão (cada empresa escreve a vaga do jeito que precisa naquele momento), você nunca tem certeza. Resultado: ou você se candidata pra tudo e vira mais um currículo numa pilha de centenas, ou trava e acaba não se candidatando.

Eu vejo MUITO profissional bom travando, viu? Gente competente, que olha a vaga e fala "ai, mas falta isso e isso". E quando a gente conversa, o que falta mesmo é o mercado dizer com clareza o que ele espera dessa profissão.

E se você quer empreender com isso, o desafio muda de cara, mas não de tamanho: "tá, eu quero ter um negócio de CRM, quero prestar serviço como autônomo/agência. Por onde eu começo? Como eu prospecto? Quem está procurando esse tipo de serviço?" Eu sempre falo, e sigo falando: quem tem cliente precisa de CRM. Mas entre saber disso e chegar na empresa que tem maturidade pra contratar, que JÁ está em busca disso, existe um abismo. Sem saber onde tem demanda, você aborda empresa no escuro e gasta energia com quem ainda nem entendeu que precisa de você.

Do lado de quem contrata, o drama é o espelho. Contrata júnior? A pessoa ainda não tem autonomia pra decidir, e a empresa não consegue treinar, porque nem ela sabe direito o que quer da área ("se vira aí". Como, meu amigo?). Contrata sênior? Caro, disputado, e o mercado muda tão rápido que muitas vezes vem com lacunas. Contrata o perfil super técnico? Sabe apertar todos os botões, mas não conecta nada com receita.

E aí acontece a cena que eu mais escuto: a empresa jura que "não tem gente". O profissional entra, não consegue fazer nada porque ninguém sabe o que esperar dele, desanima e sai. A vaga reabre no mês seguinte, com salário maior, e o ciclo roda de novo. Turnover alto, frustração dos dois lados.

Repara que em nenhum momento dessa história tem alguém incompetente ou de má fé. Tem um mercado que paga por esse trabalho, disputa esse profissional e depende dele, mas ainda não desenhou a porta de entrada.

Lá em março eu fiz minha primeira tentativa de resolver isso: um produto de alocação. Eu faria a triagem, entregaria uma shortlist pra empresa e seguiria mentorando a pessoa contratada por dentro. Apresentei pros gestores de empresas grandes. TODOS amaram. Quem barrou? O RH. Todos os RHs. E com razão: uma pessoa selecionada e mentorada por alguém de fora, mas CLT da casa, acende alerta trabalhista e cultural. O RH estava protegendo a empresa. Fazendo o trabalho dele, e bem.

A dor era real, a hipótese era boa, a roupagem estava errada. Um não também é resposta. Pra mim, inclusive, se um teste seu só toma sim, tem algo de estranho nele.

Então a gente trocou a roupagem. Nasceu o Radar de Oportunidades: a gente mantém um banco de vagas e de empresas com potencial de contratar serviço em CRM, RevOps e Suporte, e cruza com o seu perfil. Deu match numa vaga, você se candidata e a gente faz a ponte, mandando a shortlist com as suas informações pro recrutador. Deu match num cliente, você já sabe onde tem terreno e parte pra abordagem. E você chega preparado: trilha de currículo, LinkedIn e empregabilidade internacional se busca vaga, ou precificação, proposta e contrato se busca clientes.

PS: esse produto deve muito à recrutadora que dissecou a primeira versão comigo, sem dó e com muito carinho. Você sabe quem você é. Obrigada.

Por Dentro da Operação

Como colocar um produto no ar em poucas semanas sem morrer no perfeccionismo?

Confesso: a Gabi de uns anos atrás não lançava NADA sem estar perfeito. (Pelo menos na cabeça dela) Resultado: demorava meses pra testar qualquer hipótese e, quando testava, já tinha gastado energia demais pra aceitar um não.

Hoje o processo é outro. Esse foi o checklist real do Radar, sem retoque:

  • Hipótese

  • Estruturar o produto em si considerando um mínimo viável para garantir a proposta de valor

  • LP de venbdas

  • Mínimo de réguas viáveis: compra aprovada com upsell + abandono de carrinho (eu vendo CRM, afinal. O mínimo dos mínimos é ter régua)

  • Criativo para ads

  • Subir anúncios

  • Subir produto na Hotmart

  • As aulas bônus vieram do CRM UNI

Sem mais nem menos. Depois eu refino.

O que segura um checklist enxuto assim de pé é o resto da operação funcionando sem eu empurrar: time pequeno, gente muito responsável, muita autonomia e processo claro do que é de quem. É exatamente esse tipo de estrutura que a gente monta no MODUS, nosso projeto de operações inteligentes, pensado pro founder cuja empresa depende dele pra tudo andar. Se a sua operação só se move quando você cobra, chama a gente no WhatsApp: +55 11 98562-3273.

PS: estou fazendo uma mentoria express de posicionamento e construção de mentoria neste mês, intensa, várias análises em poucas sessões. Spoiler: vem reestruturação da minha mentoria por aí.

Conteúdo Gratuito
🎧 Vídeo do youtube: Apaixone-se pelo problema e não pela solução

Tudo nessa edição é sobre a mesma ideia: se apaixonar pelo problema, e deixar a solução trocar de roupa quantas vezes precisar. Eu fiz uma live inteira sobre isso e ela veio muito a calhar essa semana então dá uma conferida!

Reflexões de uma Empreendedora

Eu olhei pra esse meme lá de cima e ri sozinha, porque é isso. Semana de lançamento, clientes em várias pontas, acompanhamento, implementação, ferramentas, MODUS, comunidade. Eu aqui equilibrando os pratinhos enquanto recalculo a rota. Tem dia que eu me pergunto, sério: como é que a gente está dando conta de tudo isso? (a resposta honesta: um time pequeno e absurdamente responsável, e alguns pratinhos no chão)

E o que eu queria te dizer hoje é simples: a vida vai ter sempre muitos problemas. Muitos, muitos, MUITOS. Tem dia que eu só queria a minha mãe. Mas a verdade é que não importa o caminho que você escolha… Empreendendo, CLT, freela, tanto faz. Todo dia você vai acordar e vai ter problema olhando pra você.

Uma grande virada, pra mim, foi aprender que está tudo bem. Eu sei que parece papo de coach, mas juro que vai fazer sentido! Acordar com energia, priorizar o que importa naquele dia, saber que algum pratinho vai cair e seguir. E, no meio disso tudo, tentar desfrutar, sabe? Porque o problema de amanhã já está garantido. Se você deixa seu problema ocupar uma dimensão maior do que ele deve você vai se sentir o dia inteiro se afogando.

E veja bem, tem realmente uns problemas que te fazem chorar, que parece que não vai ter solução, eu não sei pelo o que você está passando mas eu te garanto que esse problema vai acabar e vai passar. Mas ai vai vir outro que pode ser maior, coisa de adulto mesmo, ou que pode ser menor. Só peço que você não deixe de desfrutar a vida que você tem agora porque você esta sendo sufocado por esse problema. Não deixe de ver o por do sol, não deixe de ter momentos bons com quem você ama, não deixe de viver. Eu não sei às vezes se to escrevendo para mim ou para você, meu leitor. Esse assunto foi tema incansável da minha terapia e vire e mexe volta. Porque às vezes, eu confesso que deixo os problemas me cegarem e ai entro em uma espiral que coloca qualquer um para baixo, mas tenho sido muito vigilante com isso e não caindo mais nesse fundo do poço confiante que tudo vai PASSAR. Porque no fim a vida é assim não é mesmo?

Quando eu entrei nesse estado de espírito, o meu negócio começou a evoluir de outra forma. Hoje eu estou muito mais tranquila. E olha que os problemas não diminuíram. Aumentaram, inclusive.

É exatamente esse tipo de conversa, a que não cabe no LinkedIn, que rola na nossa comunidade gratuita de CRM. Se você ainda não está lá, entra:

Até Semana que vem!
Gabs